terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vai que dá!

Alguém de quem gosto muito me disse: “Trabalho é gasoso, Bel”. E toda a vez que eu estou engasgando nessa composição gasosa, ele diz: “Bel, trabalho é gasoso”. E não estou contando isso porque acho legal trocar oxigênio por trabalho, não acho. Aliás, acho que gente inteligente é quem tem absoluto controle sobre esse fato da física e vive em equilíbrio.

Há quase 9 meses atrás, estava eu a contar tantos dias pela frente e tanto tempo pra consertar tudo aquilo que, ao meu ver, estava “péssimo!”. Fiz aquele planejamento do projeto da Water Station e depois............ e depois?!

As coisas foram acontecendo, tarefas cumpridas e novas tarefas surgiram e de repente tudo ao mesmo tempo e a Water Station não era mais (ou não poderia ser) o foco do meu trabalho. Durante Aquela reunião com o meu chefe, ele disse que eu fiquei “overwhelmed” com os problemas da Water Station, meio que deslumbrada e ao mesmo tempo pressionada a resolver aquilo tudo.

Esse foi um dos únicos feedbacks decentes que ele já me deu porque, apesar de negativo, me fez parar e pensar no tanto de recurso que eu estava investindo “apenas” naquilo ali. Não que não fosse importante, mas eu acabei me esquecendo das outras tantas coisas que poderia fazer se soubesse, basicamente, administrar melhor meu tempo. Percebi que era deslumbramento mesmo, uma fatia gorda de vaidade coberta de ingenuidade porque até então esse projeto era exatamente o que eu estava procurando na sua forma mais óbvia: aplicar Engenharia de Produção num outro cenário. “Vou colocar no currículo que agora sei tudo de Water Station nas Filipinas e aí ninguém vai poder me falar que eu não me desenvolvi profissionalmente, né”. Ouvir aquilo foi um click (daqueles de ascender até uma lâmpada no topo da cabeça) de que eu podia fazer mais.

Um pouco depois disso foi quando percebi que então tinha assumido mais responsabilidades do que poderia dar conta (porque trabalho é gasoso) e voltamos ao começo da história. Chorei e bufei! Não ia pra frente, nem pra trás. E nessas crises eu sempre tenho uma boa amiga de tempos que tem o cuidado de não só me ouvir às 2 horas da manhã, mas prestar atenção em detalhes e contextos e históricos para nada mais, nada menos, me dar opções coerentes e uma saída de emergência. E viva o skype! E viva a amiga!

No final da história, tive que aparar um pouco as asinhas da minha lista de afazeres. Mas por mais que esse processo tenha sido um pouco perturbado e stressante pra mim, eu não acho que fiz mal em ter assumido uma grande quantidade de tarefas. Muito porque eu não concordo com quem pensa/age como se fazer trabalho voluntário fosse apenas tirar umas férias do trabalho “de verdade”. Durante esse tempo, consegui dar um gás em algumas áreas da fundação que só precisavam de um pouco de atenção. Porque vai! Porque dá! E pode ser que isso seja mais óbvio para alguns e mais um tipo de absurdo para outros, não importa. Eu aceito ser ingênua nesse caso e acreditar que assim se faz alguma diferença. O salário também é ótimo!

Esse não era para ser o meu último post, mas vai acabar sendo. Apesar de ter começado há quase um mês atrás, não consegui terminar antes porque não fui capaz de expressar realmente o que eu queria. Aí fui deixando... Mas agora o tempo acabou e eu não quero terminar esse intercambio sem terminar o meu diário, seria frustrante.

A verdade é que “Vai que dá!” é mais do que uma expressão chula do português universitário é um estilo de vida arriscado, nervoso e, na maioria das vezes, muito recompensador. É mais do que tomar decisões precipitadas às vezes, estudar na véspera, passar com o carro entre o ônibus e o caminhão ou acreditar na virada da final do futsal.

Foi através de uma idéia impulsionada pelo “Vai que dá!” que eu fiz o meu ano valer muito mais do que qualquer outro até agora. E durante o processo, (é!) utilizando o “vai que dá!”, eu potencializei todas as experiências. Eu aprendi, absorvi, ensinei, senti, transformei, transmiti... Com intensidade. O “vai que dá!” talvez tenha um nome menos imbecil na língua portuguesa, mas no meu português, ele é uma mistura de paixão com vontade de fazer – faz tudo valer a pena.

Hoje eu estou F E L I Z. Porque eu provei para mim mesma o que eu vim provar e aproveitei cada causa e conseqüência até aqui – da saudade dos que ficaram à saudade dos que ficarão.

Eu gostaria de ser escritora mesmo para poder terminar essa arriscada pretensão de projeto de blog-interessante a altura. Como esse não é o caso em questão, vou optar por apenas dizer: Muito obrigada a todos que torceram por mim de alguma forma sincera e que acreditaram, sem recriminação, nos meus porquês. Nós conseguimos!

I'm gonna climb that symphony home
And make it mine
Let its resonance
Light my way
See, all these pessimistic sufferers
Tend to drag me down
So I could use this to shelter
What good I've found

O último álbum de fotos online:

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Impressões econômicas por alguém sem pretensões.

Uma das coisas que tentei assimilar aqui nas Filipinas foi a economia. É uma matéria que gosto muito e que é bem interessante de se aprender na prática, principalmente pra mim que sei tão pouco.

A economia aqui nas Filipinas é baseada em arroz, tabaco e outros produtos agrícolas além da industrialização de produtos e, porque não, do tráfico de drogas já que as ilhas fazem parte dos pontos estratégicos de distribuição da Ásia. Cerca 39,5% dos filipinos vivem abaixo da linha da pobreza (menos de 1 dólar ao dia) e mais de 55% vivem com menos de 2 dólares ao dia.

Em questão de pobreza, ela é mais gritante porque não se vê classe média praticamente. Você vê gente muito pobre ou gente muito rica, num quadro geral claro. Pelo que eu vivenciei aqui, acredito que ascender socialmente é muito mais difícil talvez pela corrupção e aquele protecionismo, talvez pelo próprio modelo econômico ou muito provavelmente pelos dois.

O modelo econômico que eu falo é o chamado “Sachet Economy”. No começo, achei muito engraçado ver que eles vendiam sachets de shampoo, creme hidratante, pasta de dente, maionese, salgadinho, tudo. E pensei: “Aff, quem vai querer comprar isso? É tão sacal abrir esses pacotinhos...”. Aqueles sachets que você ganha de amostra grátis e que não podem ser vendidos separadamente, aqui eles vendem 1 a 1.

Depois de ver no supermercado, percebi que em praticamente qualquer casa você pode encontrar uma “Sari-Sari” store. Essas “lojas” que ocupam um cômodo da casa e você pode fazer seu pedido da janela enquanto está andando na rua, esperando o jeepney ou no intervalo da escola. Elas são convenientes para quem passa porque você encontra praticamente tudo (suprimentos básicos principalmente enlatados que é o que os filipinos consomem freqüentemente, itens de higiene pessoal, alguns cacarecos tipo bijouterias, destilados, cigarros que inclusive podem ser comprados individualmente...) em pequenas porções pra consumir na hora, individualmente. Elas são convenientes para quem vende também já que você não tem que alugar outro lugar para ter o seu próprio negócio, não precisa de um espaço grande já que pode oferecer variedade sem necessariamente expor grandes embalagens em prateleiras e não necessita de um grande capital de giro.

Mais do que isso, esses sachets representam a possibilidade de se adquirir bens de consumo para a extensa parte da população que possui renda irregular e incerta. Conseguir fazer o cara que tem dinheiro comprar o seu produto, é fácil. Agora, adaptar seu produto e seu processo de fabricação e embalagem para que os milhões de caras que juntaram os 5 pesos de ontem com os 5 pesos de hoje decidirem comprar seus 10g por 10 pesos (~R$0,50) num sachet, aí sim falamos de negócios nas Filipinas.

Eu soube e depois fui ler mais algumas coisas a respeito que o modelo da Unilever aqui nas Filipinas é padrão de referência mundial em como atingir a população de baixa renda. E de fato, boa parte do que você vê por aqui é Unilever. De sachet de shampoo Sun Silk (Seda) por 6 pesos até palito de sorvete Selecta (Kibon) por 5 pesos (2 mordidas e acabou!).

Outro exemplo interessante é de uma companhia de telefonia celular. A Smart permite que você revenda seus créditos pré-pagos que não utilizou e a cada x créditos que você vende, você recebe uma comissão.

Legal. Não é ruim pensar que esse modelo introduziu higiene pessoal na vida de uma parte da população que dificilmente tomaria banho com shampoo ou escovaria os dentes com pasta anti-cáries se esses fossem vendidos somente em “bulk” ou embalagens regulares. E até alguns itens de luxo também.

Entretanto, a primeira impressão que tive quando cheguei aqui foi na quantidade de lixo que existe nesse país. É hábito de quase todo filipino abrir o saquinho plástico, usar e jogar no chão, quase não se vê lixeiras na rua ou até mesmo dentro de shoppings centers, por exemplo. Imagina quantos sachets não são jogados na rua todos os dias! Imagine por que eles sofrem tanto com enchentes em Manila. Esse é o primeiro problema que você percebe, tanto ambiental quanto social porque é aquela mentalidade que a gente conhece de tirar o lixo pra fora de casa, pois quero me ver livre dele até o dia que chove e ele volta naquela água bacana junto com o esgoto e tudo. Ou, vou queimar meu lixo pensando que também estarei livre dele enquanto ele próprio se instala no meu pulmão.

Um pouco mais fundo que isso, é o fato de que numa economia assim as pessoas estão mais vulneráveis a compras por impulso e, de certa forma, acomodadas com sua situação. Posso estar sendo um pouco equivocada, mas o que percebi dos filipinos em geral, é que eles não têm ambição ou vontade mesmo de trabalhar e ter um pouco mais. É claro que para afirmar isso com absoluta certeza eu precisaria estudar muito a cultura, mas é essa a minha impressão. De que a pobreza é mesmo social, e eles mesmos alimentam esse modelo econômico onde eles pagam muito mais caro pelo que consomem já que não se beneficiam de economias de escala, mas consomem e vivem assim meio que na inércia, sem se perguntar muito ou querer muito. Seja tocando sua sári-sari store que é igual a do seu vizinho e do vizinho do vizinho... Seja como motorista de triciclo que é o que mais da metade da população faz... Seja realizando qualquer tipo de atividade óbvia e comum.

Bom, uma iniciativa legal que surgiu a partir de tanto lixo foi uma cooperativa de mulheres em Manila. Elas se uniram para fabricar bolsas e outros acessórios a partir de embalagens usadas de sucos, salgadinhos, balas, etc. Primeiro, elas pagam os estudantes das escolas para recolherem essas embalagens depois costuram as bolsas e vendem para uma loja famosa de souveniers filipinos além de possuírem uma parceria com alguma organização canadense que as ajuda a exportar os produtos pro Canadá, França, EUA... Confiram em BAZURA BAGS.COM, bazura em tagalog significa lixo.

O que eu estou tentando fazer aqui em Damascus é ajudar a organizar uma cooperativa para os pais das crianças do DLC de forma que eles realizem alguma atividade que proporcione renda e que os ocupe no longo tempo livre que eles têm, é desesperador ver todas as mães das crianças sentadas durante a manhã inteira, sem fazer nada enquanto esperam as atividades do DLC acabarem.

Para isso, tive que estudar o que é uma cooperativa e como estruturar uma. Fiz uma reunião com as mães (porque os pais raramente estão interessados) e discutimos tópico a tópico os aspectos da cooperativa, não é fácil manter a atenção delas e a Tina me ajudou na tradução. Agora estou a procura de algum contato com a Bazura Bags e também com outra fundação Ecoist (ECOIST.COM) do México,Peru e Chile que também fazem bolsas e chegam a vendê-las por 200 dólares cada.

Esse seria um dos últimos projetos que eu faria por aqui e gostaria muito que desse certo. Foi muito motivador depois de tentar explicar estrutura e mercado, criar uma missão para a cooperativa e chegar à conclusão de que todas essas mães querem a mesma coisa: oferecer uma vida melhor para os filhos.

Aí eu falei de visão e perguntei se elas tinham a ambição de serem independentes financeiramente dos seus maridos. A Tina foi traduzir, pensou bem e falou: “Como assim, Ate Mabel?”.

Eu expliquei melhor e adicionei: “Significa alguma coisa pra vocês serem vistas como exemplo para outras mulheres da comunidade, ou até mesmo das Filipinas? Vocês querem ser vistas como uma cooperativa de exemplo para que outras mães possam se inspirar e fazer o mesmo?”. Elas deram risada e ficaram empolgadas: “Yes!Yes!”. Resumindo: no final, só faltou todo mundo queimar o sutiã. Hahaha.

Espero que vocês tenham entendido esse post, porque eu sei que não tenho gabarito para ficar discutindo economia e sociedade mas achei que seria legal compartilhar as minhas impressões sem pretensão alguma de estar falando a verdade absoluta.

Para fotos do último mês:

Postagem-blog2

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Depois de muito tempo: o que fiz, escrevi e não postei.

Coisa difícil essa de manter um blog atualizado. Já tinha desistido desse aqui, mas decidi que só assim pra eu escrever tudo o que eu estou fazendo por aqui e não acabar esquecendo aqueles detalhes importantes, poder reler quando tiver saudades.

Nesses meses em que não escrevi no blog, não deixei de tentar escrever na minha cabeça. Quero dizer que pra mim é muito importante tirar o melhor de cada experiência mas mais do que isso, chegar até a última curva do raciocínio que justifica aquilo que você realmente aprendeu. E eu gosto de dedicar tempo nisso, mesmo porque às vezes é muito difícil enxergar o ponto final ou a próxima curva...

Desde os primórdios do mês de maio,

Eu fui a um festival (“Carabao Festival”),

Cozinhei um Jantar à Brasileira pra 20 pessoas,

Junto com a Tina fomos representar Damascus no planejamento de parceria do Miriam College,

Me despedi com tristeza da Sofia,

Fiz um encontro geral com os clientes da Water Station,

Fui com dinheiro e voltei sem de Manila algumas vezes,

Assisti o Brasil perder pra Holanda com cara de c* e ao lado do Rens,

Conheci o primeiro brasileiro nas Filipinas (Grande Marcos! Pediu meu telefone e nunca mais ouvi falar),

Visitei o novo governador de Bulacan pra sorrir e pedir uma “esmola pelo amor de Deus, uma esmolinha por caridade”,

Fiz passeio turístico numa ilha sem praia,

Assisti as vendas da Water Station acompanharem inversamente o aumento das chuvas,

Percebi que com o aumento das chuvas as roupas mofam,

Fiquei feliz quando meu chefe trocou “zoombies that eat your brain” por scrabbles,

Facilitei a reunião que fez o meu chefe admitir que jogar é o escape mas não é a desculpa (muito menos a solução),

Percebi que depois dessa reunião de planejamento minhas tarefas triplicaram de volume,

Levei vários sustos quando percebi que a Mary está crescendo muito rápido,

Retomei meus estudos de francês mas ainda dou risada da minha pronúncia,hum, peculiar,

Os novos políticos assumiram e as mudanças de interesse também,

O custo do kWh duplicou e o custeio da Water Sation passou a ficar desatualizado antes do previsto,

Li 3 livros (recorde pessoal) mas ainda to brigando com o maldito do Schopenhauer,

Falei “oi” e “tchau” depois de 2,5 semanas pra trainee russa que veio, trocou de esmalte umas 3 vezes e desistiu do intercâmbio,

Falei “oi” mas não falei “tchau” pra alguns novos residentes que vieram e fugiram,

Comecei a dar aulas de inglês duas vezes por semana mas “pedi penico” – uma vez por semana tá ótimo né! ,

Dormi na casa da Tina e percebi que quanto menos você tem mais você tem pra dividir,

E quando a conta bancária da fundação apertou, dá-lhe Google “fundraising”/”fundraising strategy”/”how to write fundraising proposals”/”nonprofit strategy”/”how to increase your water station Sales so that your foundation in the Philippines would not bankrupt” ...

e depois de respostas insuficientes: ”passagem aérea Manila São Paulo”.


No meio disso têm definitivamente muito aprendizado suado, muita dor de cabeça, muitos outros momentos de querer desistir, raiva e revolta contra esse “puta mundo injusto”, um pouco de tristeza por não estar em outro lugar com outras pessoas, solidão (da boa e da ruim), saco-cheio, preguiça só de pensar, umas choradeiras no deprimente estilo “drama Queen”, algumas lágrimas bem pesadas em momentos de vazio, momentos em que eu planejei “mirabolosamente” como voltar pra casa sem parecer que voltei derrotada, menina que ofereceu ajuda mas não sabe de nada (“sabe, eu costumava ser criativa-cadê as boas idéias pra resolver esse pepino, gente?”), carência brutal daquelas de querer chorar de emoção quando alguém te abraça (ô,dó!haha), sentimento de impotência diante de não poder estar aí ou de não poder ajudar tanto quanto gostaria aqui, nostalgia 24horas por dia, paciência (to vendendo).



Mas também gratidão por estar exatamente nesse lugar e com estas pessoas, epifanias interessantes sobre coisas que só assim pra se dar conta, autoconhecimento que é bom e nunca é demais, reconhecimento, algumas gargalhadas valiosas, sem falsa modéstia “ficou bom pra cace**!”, alguns momentos em que eu me conformo com a idéia de que tudo o que eu posso fazer é o meu melhor e não é tão ruim assim, longas conversas culturalmente ricas e únicas, novos pontos de vista e novas opiniões, opiniões mais consistentes, e especialmente nessa situação em que feedbacks são raros, tentar ser mais justa comigo mesma, dividir momentos sutis em que não é final de festa, é que simplesmente não tem festa e eu sei que posso dizer que fiz amigos aqui...pessoas que talvez eu nunca mais veja na minha vida mas elas estarão lá no meu dia-a-dia.



E, nossa! Como eu amo meus pais, minha família! A comida da minha mãe, então! He He He. Você sabe quem faz falta na sua vida e fica aliviado, em paz, quando percebe que essas pessoas também sentem a sua falta.



De repente, se foram 5 meses e...

Você, enfim, começa a perceber as novas coisas que vão fazer falta. (vide post 3)

ps. Há um tempo atrás postei esse vídeo no YouTube - sou eu dentro de um triciclo em Manila.

http://www.youtube.com/watch?v=Q3e95lJxR3c

ps2. Para ver acessar o álbum de fotos que tem um pouquinho de tudo aqui das Filipinas:

Postagem-blog

ps3. Para fotos especialmente dos terraços de arroz:

46-The Round during raining season

ps4. Fotos do Festival (Carabao Festival) para os bem interessados.

Carabao Festival-Pulilan(14th May)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Descemos a serra

Família Damascus foi farofar na praia!

Farofa mesmo. Foi tão farofa que eu meu senti na obrigação de tentar explicar o que significa “farofar” no Brasil. Eu não sei se eles entenderam ou se sentiram que a carapuça serviu, mas enfim...Levamos o frango, milho, o botijão de gás, as “barraca véia”,a coca-cola, as “mesa”, o frisbie, as “criança” e “descemo tudo” de jeepney.

Bom, foi a primeira vez que eu vi uma praia aqui nas Filipinas em dois meses de intercâmbio no arquipélago tropical. A praia era bonita, diferente do que eu estou acostumada no Brasil. Aqui elas são menos exploradas, não tem condomínios ou prédios então a natureza é diferente. Não que não tenha lixo, porque o povo é porquinho, mas ainda é possível observar corais e peixes bem perto da costa, esse tipo de coisa.

O mais “legal” é que era temporada de águas vivas. A primeira que eu vi, fiquei super empolgada, o Gerald pegou e colocou no balde – todo mundo achando o máximo...

Depois da 10ª que te dá um susto no mar, você já não acha mais tão legal assim.

Tinha muita, muita, mas muita água viva!

JanJan gostava de gritar “Bob sponge!” – “Mr. Crab!” – “JellyFish!”

Bom, os meninos provaram a estupidez universal de todo rapaz e fizeram guerra de água viva – todos contra o Rens. Claro que deu m****, não preciso nem contar.

Passeio de barco - lá no fundo tem uma usina de energia nuclear. A obra pública sugou tanto dinheiro via caixa 2 que as verbas acabaram e a usina ficou assim: 90% pronta e sem poder ser usada! - Filipinas, Brasil, corrupção...tudo igual.

Ah! Nada de biquíni! Camiseta e shorts, por favor.

O curioso é que tudo bem nós trainees e staffs não nos expormos ou algo do tipo, mas quando eu cheguei na praia e olhei: ninguém usa biquíni! Todo mundo de camisetão e shorts!

Duas razões. Primeira: filipinos são muito religiosos. Segunda: nada de bronzeado! Eles gostam da pele BRAAANCA! Eles são todos muito mestiços mas preferem tender pro lado ocidental – difícil de tentar enganar. Todas elas usam creme clareador e pó, eu acho estranho e uma pena essa coisa meio Michael Jackson de ser.

A Sofia tem uma amiga que fez um intercâmbio no Brasil via AIESEC - por isso, ELA tem uma canga do Brasil e não eu.

Sofia, Zaldy, Amelou, Resty (no fundo), Marlon, Roland, Toto e Gerald - Na ida

Quase todo mundo...

Caverna

A pessoa com medo das águas vivas tentando chegar no barco pela madeira branca. Quem acha que funcionou e eu não cai que nem uma "ideota" na água?

Segurando a jellyfish (muito mais legal que "água viva")

Massa ein! - Meu chefe mala nem pra pular, só estufou o peito...


Ate Vicay, eu e as águas vivas ao redor.

A cozinha improvisada

A brincadeira era: dois times, cada um no grupo responsável por um número de 1 a x, meu chefe grita um número, as duas pessoas correm na direção do chinelo, ganha quem trazer de volta pra base o treco.

Das 10 vezes, ele gritou "5!" umas 7. Sem brincadeira! Adivinha que número eu era?

Na 7ª vez, eu sai correndo - estabanada e só o pó, como vocês podem ver pela imagem... passei seco pelo chinelo e morri na areia.

A família
A praia

Os meninos

Eu gostei, me diverti “a valer”! Nada como ir pra Riviera, Ilha Bela, Guarujá , ficar MUITO bem hospedada (melhor, só a companhia) . Mas como diz meu pai: “é porque vocês são mal-acostumadas... queria ver se desde criança eu tivesse levado vocês lá pra Long Beach”. Não levou porque a minha irmã, Alice in Wonderland, que achava que era gente com seus 5 anos disse que preferia o litoral norte (“Pai, prefiro Maresias – essa praia não é tão legal.) – hahahaha! Demais o estrupício!




segunda-feira, 21 de junho de 2010

Elenco

Trainees

1-Sofia, a mala-sem-alça-sem-roda-sem-fecho que gosta de sentar, tomar chá e conversar.

Ela foi embora essa semana. Não é muito legal ficar sozinha na casa e principalmente não ter com quem conversar sobre tudo e qualquer coisa. A Sofia me lembrava muito a minha mãe em várias situações e foi muito interessante como nosso relacionamento foi ficando diferente durante esses meses. Além dos esperados problemas quanto à diferença de personalidade, nós

dividimos momentos muito enriquecedores. Uma nova amiga nesse mundinho pequeno... e ainda faz parte do BRIC!

2-Rens: get out of my bubble,man!

Agora somos só nós dois de trainees. Ele é divertido, mas difícil de conversar sobre algo além daquele básico festa-bebida e vice-versa. Então, na maioria das vezes com ele ou sem ele: tanto faz pra mim. De qualquer forma, é alguém que vale a pena conhecer e de repente, se eu tivesse conhecido ele numa outra situação da minha vida nós poderíamos ser mais amigos. Mas como ele é um pouco espaçoso demais, convencido demais, europeu demais, eu prefiro ele fora da minha bolha, na boa...sem ressentimentos.rs...

Sofia, russa das simpáticas

Staff

1-Tina ou Ate Tines, minha amiga e companheira. (Administra e representa a fundação)

Ela é mãe da Mary (Maria Vitoria) e do JohnJohn, meus queridinhos aqui. O mais engraçado é que ela tem mania de dizer um “UAAAAU!” bem expressivo pras coisas que ela gosta (tipo uma comida diferente, um trabalho bem feito, um presente...) e adivinha se os filhos dela não pegaram a mania né!

Outro dia eu fui resgatar a Tina que me pediu pra segurar a Mary um pouquinho enquanto ela ia buscar o JohnJohn (pronuncia JanJan) e tava um calor absurdo, a coitada tava sem forças até pra ficar sentada.

Eu trouxe ela pra dentro de casa que é mais fresquinho, sentei ela “bunitinha” no sofá e fui pegar gelatina na geladeira... quando eu cheguei ela olhou toda séria pra mim (porque ela é muito séria e seletiva com as pessoas, haha), olhou pra gelatina.... e mandou um “UAAAAU!”. Kkkk!! Queria morder a criança!

Ate Vicay, Kuya Rene e Xena (fora de ordem pq esse blog é um lixo!)

Baby Mary

Maria Vitória e Maria Isabel

2- Papa Joe, o mau-humorado incompreendido (cozinheiro, marido da Tina e primo do meu chefe)

Ele é sério o tempo todo porque fica concentrado em terminar a comida na hora certa, mas se você fizer uma brincadeirinha ele sorri.

Papa Joe e Mary

3- Tay Gah, the fat meal provider (cozinheiro e faz o delivery da água)

Quando o café da manhã é arroz frito e lingüiça doce com corante vermelho pingando óleo (LONGANIZA) pode ter certeza que foi ele quem cozinhou com o maior carinho do mundo especialmente pra você. (O gosto é bom e o carinho é verdadeiro)


Tay Gha, Gerald e Toto - Entregando água

4- Ate Vikay e a melhor risada das Filipinas (professora do Damascus Learning Center, mulher do Cuya Rene e mãe da Xena)

Ela é linda, fala alto pra caramba e tem aquela risada gostosa que dá vontade de rir junto.

5-Cuya Rene, comunicação difícil (Coordenador do programa de reabilitação, O-Faz-Tudo-Na-Water-Station, marido da Ate Vicay e pai da Xena)

Ele não fala inglês porque tem vergonha e também é muito cabeça-dura pra querer aprender mais. Ele trabalha muito, tá sempre correndo pra lá e pra cá, é bom pai e de vez em quando vai tomar um porre com o Papa Joe – Vocês acham que me lembra quem?

A Xena – pronuncia “Sina” – é o xodozinho dos meninos. Ah! Ela tem um casinho com o John John mas ele me disse que não quer assumir ainda.

6-Nanay Bessie, a mãe de todos (Coordenadora do Damascus Learning Center e responsável por encontrar a grande maioria de doadores pra fundação)

"Nay" em filipino/tagalog significa "Mãe" e foi assim que ela se apresentou pra mim.

Nanay Bessie e Rens
7- Meu chefe, Cuya Robert

Nada a declarar ¬¬’

8-Amelou e KC (professoras do DLC)

9- Tita Evelyn (tia da Amilou, organiza e limpa o escritório ou algo do tipo)

Ate Vicay, KC, Eu, Sofia, Amelou e Tina

10- Tita Rubie, você não me curte que eu sei. (Enfermeira que cuida das crianças do DLC. Diz a Sofia que é só o jeito dela mas vocês precisam ver QUE JEITO de me olhar!)

11- Ingrid - ela é holandesa também e, uma vez por semana, vem dar aulas de inglês. Ela faz voluntariado em outro lugar e veio pras Filipinas por outra organização FILIBATA.

Marlon, Ingrid, Sofia, Eu e Toto

The Boys (Residentes)

-Gerald, o rebelde sem causa.

-Resty, “how sweet!”

-Zaldy, 7ª vez de férias em Damascus.

-Roland, o artista.

-Eman, o observador.

-Marlon, engenheiro elétrico do coração partido.

-Olan (novato).

-Toto, já te disse “engenharia de produção”!

(Ele foi um residente e agora trabalha como voluntário ajudando na Water Station, trabalha muito e não recebe um centavo – como ele não entende muito bem inglês, ele já me perguntou 10 vezes o que eu estudo, mas na real, o que ele não entende é o que eu estou fazendo aqui.)


Toto, Marlon, Gerald, Mary e Tina, Rens, um ex residente, JohnJohn, Eman, Mãe da Tina, Sofia e Eu

Rens, Tina, Meu chefe (Robert), Eu, Tita Rubie e KC

Toto, Eman, Roland, Resty, ex residente x, Zaldy, Marlon, Olan e Gerald (Em sentido horário)

Em geral, eu tive sorte em conhecer pessoas (muito) legais (até mesmo meu chefe bossal). E agora que eu estou mais acostumada com a cultura e a realidade aqui dos meninos, já não passo mais vergonha e tenho mais paciência.

ATE e KUYA pra mulher e homem, respectivamente, significa “irmã(o) mais velha(o)” e também respeito pela pessoa. Aqui quase todos me chamam de ATE MABEL.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The Governors

A casa dos trainees é muito boa se você comparar com a maioria das casas da região que muitas vezes não são nem de concreto. Eu gosto daqui, quando vou pra Manila sinto falta do que agora é minha casa.

Mas que fique claro, eu tive que limpar muito pra chamá-la de casa. E olha que eu morei 3 anos em puro pó e sujeira acumulada num apê de mulheres muito ocupadas e muito preguiçosas em horários livres. Hehehe. De qualquer forma, uma coisa é estar acostumada com algumas traças (haha!) outra, bem diferente, é suportar tomar banho cercada por azulejos supostamente brancos mas que ao longo do tempo sofreram mutação para a cor LARANJA-FUNGO-MORTAL.

ANTES - Tenso é pouco.

Então, dei aquela esfregada boa e ficou limpinho. Sabe “5 minutos” tipo a Nina quando ela resolve limpar tudo até o pipico do Oberon? Ou a Lívia que gosta de empilhar os pratos e os copos, limpar os talheres, passar guardanapo na mesa...em pleno restaurante? É, bateu aquela vontade!

DEPOIS

Uma beleza,gente! Agradecimentos especiais a todos os trainees camaradas que me fizeram o favor de nunca-jamais-pra-quê limparem o banheiro.

Na boa que deveria existir um sindicato para “Os trainees que vêm DEPOIS”. Uni-vos!



Outra coisa dessa casa é que nós vivemos em sociedade aqui dentro. Basicamente somos 7 tribos: humanos, formigas, baratas, aranhas, traças, lagartixas e ratos. Cada tribo possui seus hábitos, manias e estilos e todo mundo vive junto (mas não se dá tão bem).

Humanos acordam as 6h e trombam com as baratas que já se encontram na pia pra dar um susto. Lagartixas e aranhas brigam pelos insetos mas a oferta é grande. Formigas estão por todas as partes, inclusive por debaixo do teclado dos laptops dos humanos, provando a sua capacidade de serem insuportáveis. Traças são inconvenientes e migram por aí, as vezes confundidas com cocô de lagartixas (ou de ratos?). Humanos escutam os ratos de vez em quando no forro do telhado mas eles não se vêem nunca e, pra falar a verdade, nem fazem questão disso. Aranhas com mais de 5cm de diâmetro também são ótimas para dar susto nos humanos o que faz com que a taxa de mortalidade das mesmas seja alta através do uso de sprays contra baratas, violência pura. Lagartixas as vezes perdem o rabo com medo dos humanos e humanos dão risada mostrando seu habitual desprezo ao próximo. Humanos também irritam humanos, mas essa é uma outra história.



Encontrei um companheiro esmagado atrás do sofá.

Temos também as tribos “da temporada”, famosos seasonals. Essas tribos da moda que ficam por uma semana, tipo insetos de luz que são burros e morrem rápido – as lagartixas a-do-ram – e lagartas que vão hibernar em todos os cantos tipo no travesseiro dos humanos e depois se transformam em borboletas pretas emos.

Não vou dizer que é harmonioso porque não é! Mas a vida flui. Aguardo ansiosa pela temporada de chuva, vai ter de tudo.


Rens mandando ver no spray de barata pra ver se o rato parava de roer o forro do telhado.


A mesma foto da casa - vou tirar outra mais simpática.

Sofia e Ilona (que não está mais aqui) na sala - confortável e iluminada (de dia).

Bom, atualmente divido quarto com a Sofia e somos só nós duas na casa. O Rens tem um quarto na construção do lado, no andar de cima da Water Station pra ser mais precisa.


A metade da direita é minha.

Temos tudo o que precisamos aqui menos fogão que faz falta pra caramba. Não é novidade que a comida é um problema pra mim né, sinto falta de poder cozinhar minhas gororobas tipo miojo com alho. Hehehe. Mas, como sempre, o que mais faz falta é o ARROZ E FEIJÃO. Juro, pode até ser do bandejão!

Vou tirar umas fotos melhores, se interessar a vocês.

Rotina


Aqui no interior das Filipinas, todos dormem cedo e acordam com as galinhas. Para os residentes e a maioria do staff, o dia começa às 6h ou às vezes mais cedo. Nós trainees podemos acordar mais tarde e tomar o café-da-manhã quando o sino toca às 7h. É, temos um sino! Fazemos as refeições junto com os meninos, quer dizer, ao mesmo tempo porém em um ambiente diferente.


Os meninos - às vezes somos convidados pra almoçar em alguma "fiesta" que é geralmente a comemoração de um santo, com muita comida pra todo mundo.

Dias no rio - quando temos visita e queremos fazer algo especial. Vamos ao rio e almoçamos lá.


Apenas as 4ªs feiras, os meninos vão à missa e considerando que nunca nenhum de nós trainees vai também, podemos acordar para o café às 8h.

Ah! Às 2ªas e 5ªas temos atividade física de manhã às 6h. Parece ruim, mas é o único horário que faz sentido correr e se exercitar por aqui. Todos os outros horários que contam com a luz do dia são insuportavelmente quentes!

Dia de Domingo - Depois do almoço a Tina brinca um pouco com as crianças e eu vou treinando como tia.



Durante o dia, os residentes devem cumprir as tarefas como limpeza, ajudar na cozinha, manutenção... e dividem o restante do tempo entre tempo de reflexão, tempo livre, terapia com os psicólogos, aulas de inglês e outras atividades relacionadas ao tratamento ou alguma instrução para quando regressarem à vida em sociedade tipo aulas de computador.

Almoços são servidos ao 12h, mas agora temos que rezar todos juntos as 11h45 que é o novo plano de ação para melhorar a convivência e a motivação de todo mundo. Pra mim é sempre um desafio me concentrar durante esses momentos religiosos e absorver o que eles significam para as pessoas. Nessas horas eu penso na minha família, acho que também é um jeito de acreditar em alguma coisa boa.

Depois de lavar a roupa (na mão) - O bom é que depois que eu lavo as roupas sujas, eu acabo de sujar mais uma, cansa viu!


Jantas às 19h. Na maioria das vezes, eu e a Sofia ficamos em casa e evitamos o FRANGO da noite. Damos um jeito de comer frutas ou legumes crus. (A Sofia me ensinou que é possível comer quiabo cru, chuchu cru...tudo cru!Uma beleza pra quem não tem fogão em casa.)

Sábados e Domingos são mais tranqüilos em termos de tarefas para os meninos mas eles tem que acordar cedo do mesmo jeito. Para os trainees, cada um faz o seu horário então é normal trabalhar aos sábados e domingos mas tirar um dia no meio da semana pra descansar. O bom de ter um chefe (bossal) ausente, é que a recíproca vale e aí, quem é que vai te chamar a atenção se você não está trabalhando tanto?

Aqui é completamente normal e saudável se você decidir tirar uma sonequinha de até 1h30 depois do almoço, la famosa CIESTA. No começo, eu dormia todos os dias a tarde porque eu não agüentava o calor mas agora, eu NÃO consigo descansar por causa do calor. O El Niño está fazendo desses meses não só os mais quentes e secos de um ano comum mas também dos últmos 30 anos. PARABÉNS PRA MIM que escolhi bem onde não passar frio meeesmo! J

Eu não tenho rotina, dependo do trabalho. O que eu fiz durante essas semanas?

- Durante uma semana, eu acordei as 6h para acompanhar o funcionamento da Water Station desde a primeira medição de tudo. E não saía de lá de jeito nenhum porque eu queria entender como (socorro!) eles podiam produzir NEGATIVO galões de água. ¬¬’

Batia o cartão às 20h na hora de fazer a última medição e contabilizar as vendas.

- Em outra semana, eu fiquei estudando, buscando dados e mandando ver no custeio por isso passei a maior parte do tempo na casa mesmo.

- Outras semanas, intercalei outros estudos e montagem de relatório com um TOUR sob o sol escaldante das Filipinas pela DRT (Dona Remedios Trinidad) conhecendo os clientes, mapeando nossos containers de água, tentando entender as rotas de entrega e a dinâmica de como funcionam as coisas aqui onde TODO MUNDO se conhece.

Dia de trabalho - Tina conversando com os clientes sobre o delivery da água

Depois do trabalho - Coca-cola no saquinho! hehehe. Pra quem não teve na infância, ter então nas Filipinas.


Trocando umas idéias - a gente trabalha bem juntas, gosto muito dela.


O melhor mesmo é ter TEMPO. Depois de passar um ano muito maluco entre reuniões e mais algumas reuniões e,... “é, meia noite!” Mais reuniões...e, “Affe! Amanhã tem prova! E reunião no almoço.”....ter um tempo pra poder fazer exercícios (com calma e não as 11 da noite), comer devagar(nem que seja frango ou, melhor, quiabo cru!), fazer alongamento na cama e me concentrar no que eu vou fazer no dia seguinte, fazer uma caminhada no final do dia. Coisas que tomam 3 horas do meu dia no máximo e que me dão mais anos de vida ou pelo menos um ano de vida vivida em paz com o meu corpo e mente.

Meio papo de hippie, mas faz parte, com certeza, do meu aprendizado aqui e do contexto do que foi meu 2009. Assim como ter ido morar no interior me fez aprender o valor de um ar puro e menos trânsito.

Depois que o dia acabou - comendo Siringuelas (fruta comum aqui, azedinha) e fazendo Desafios de Lógica (Valeu,Alê!) hahaha!